Tristeza ou depressão na adolescência: como reconhecer os sinais e quando buscar ajuda

Tristeza ou depressão na adolescência: como reconhecer os sinais e quando buscar ajuda
Especialistas explicam diferenças entre abatimento passageiro e transtorno depressivo e orientam quando procurar avaliação profissional

Em resumo

  • Psicóloga Karen Scavacini e a jornalista Beatriz Zolin explicam como diferenciar tristeza de depressão em vídeo voltado a adolescentes.
  • Sintomas preocupantes incluem anedonia, isolamento, mudanças de sono/apetite e piora escolar persistente por duas semanas ou mais.
  • Procure avaliação profissional quando sintomas afetarem rotina, houver risco de automutilação ou ideação suicida.

Adolescentes frequentemente vivenciam variações de humor que vão de tristeza passageira a quadros mais graves. Em um vídeo, a psicóloga Karen Scavacini, fundadora do Instituto Vita Alere, e a jornalista Beatriz Zolin abordam como identificar sinais de depressão na juventude e em que momento é necessário pedir ajuda.

Diferenças práticas entre tristeza temporária e depressão incluem duração, intensidade e impacto nas atividades cotidianas. Observe os principais sinais de alerta:

  • Persistência: sentimentos de tristeza ou apatia que duram duas semanas ou mais e não melhoram com o tempo.
  • Perda de interesse: falta de prazer em atividades antes apreciadas (anedonia), como hobbies ou convívio com amigos.
  • Isolamento e irritabilidade: afastamento social e aumento da irritabilidade, comuns em adolescentes com depressão.
  • Alterações físicas: mudanças no sono, apetite ou energia, além de fadiga marcante sem causa aparente.
  • Comprometimento escolar e cognitivo: queda no rendimento, dificuldade de concentração e esquecimento.
  • Pensamentos de autolesão ou suicídio: qualquer sinal desse tipo exige avaliação imediata por profissional de saúde.

Nem toda tristeza é depressão: situações como decepções, luto ou ciclos normais do desenvolvimento podem provocar abatimento transitório que melhora com apoio social e tempo. Já quando os sintomas prejudicam rotina, relações e desempenho escolar, é sinal para intervenção.

O que fazer e a quem procurar:

  • Converse abertamente com o jovem, validando sentimentos e demonstrando disponibilidade para ouvir.
  • Procure um profissional de saúde mental (psicólogo ou psiquiatra) ou um médico pediatra para avaliação e orientação sobre tratamentos.
  • Se houver risco imediato de automutilação ou ideação suicida, contate serviços de emergência ou linhas de apoio locais sem demora.
  • Escolares e responsáveis podem acionar a equipe da escola (orientador ou psicólogo escolar) para apoio e encaminhamento.

Tratamentos eficazes para depressão geralmente envolvem psicoterapia e, em alguns casos, medicação prescrita por um psiquiatra. A escolha do tratamento depende da avaliação clínica individual; não há garantia de resultado uniforme para todos.

Informação com data de referência: 01/10/2026.

Fontes consultadas:

Revisão humana recomendada antes de publicar: Informação clínica e recomendações de encaminhamento.

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via Drauzio Varella

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