Tristeza na adolescência: quando procurar apoio profissional — PNS 2024 aponta quase 30% afetados

Tristeza na adolescência: quando procurar apoio profissional — PNS 2024 aponta quase 30% afetados
Especialistas destacam sinais de alerta e orientam familiares e escolas sobre quando encaminhar adolescentes para avaliação

Em resumo

  • PNS 2024: quase 30% dos adolescentes de 13 a 17 anos referem tristeza frequente.
  • Especialistas alertam para a normalização da tristeza nas redes sociais e pedem atenção.
  • Procure avaliação quando a tristeza prejudicar estudos, sono, apetite ou houver risco de autolesão.

A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PNS) de 2024 mostrou que quase 30% dos jovens de 13 a 17 anos relatam sentir tristeza “na maioria das vezes” ou “sempre”. Esse dado acende um alerta sobre bem-estar emocional na adolescência e levanta a dúvida: em que momento essa tristeza deixa de ser parte do amadurecimento e passa a requerer atenção profissional?

Redes sociais e conversas entre pares podem dar a impressão de que um humor persistente é comum nessa faixa etária. Especialistas ouvidos em vídeo sobre o tema, entre eles a psicóloga Karen Scavacini — fundadora do Instituto Vita Alere — e a jornalista Beatriz Zolin, reforçam que é preciso distinguir flutuações normais do comportamento adolescente de alterações que prejudicam o dia a dia.

Alguns sinais práticos que indicam necessidade de avaliação por profissional de saúde mental incluem:

  • Deterioração do rendimento escolar ou perda de interesse em atividades antes prazerosas.
  • Isolamento social persistente, alterações marcantes no sono ou apetite.
  • Fala frequente sobre sentir-se sem esperança, pensamentos de autolesão ou qualquer indício de risco de suicídio.
  • Uso crescente de álcool ou outras substâncias como forma de lidar com emoções.

Ao identificar esses sinais, familiares, cuidadores e professores podem tomar medidas imediatas: abrir um canal de diálogo sem julgamentos, incentivar procura por atendimento na atenção primária (como unidade básica de saúde ou médico de família) e buscar acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra quando indicado.

Escolas também desempenham papel central: programas de acolhimento, orientadores e serviços de apoio psicológico no ambiente escolar ajudam a identificar jovens em sofrimento e encaminhá-los para cuidados adequados.

Se houver qualquer risco iminente de dano ao adolescente ou a terceiros, é essencial acionar serviços de emergência ou linhas de crise locais para garantir proteção imediata.

Esta matéria baseia-se em números da PNS 2024 e na discussão apresentada por Karen Scavacini e Beatriz Zolin sobre a naturalização da tristeza nas redes sociais. A informação pode evoluir com novas pesquisas e dados de saúde pública.

Informação de referência: 2024.

Sobre as especialistas mencionadas: Karen Scavacini é psicóloga, doutora com atuação em Saúde Mental, Saúde Digital e prevenção e posvenção do suicídio, palestrante e fundadora do Instituto Vita Alere. Beatriz Zolin é jornalista com atuação em temas de saúde, sociedade, sexualidade e psicologia.

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via Drauzio Varella

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